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SECÇÃO

Patologia Musculoesquelética e Reabilitação

RFD Nº03

PATOLOGIA MUSCULOESQUELÉTICA E REABILITAÇÃO

Ft. Bruna Dias1, Ft. Helena Cunha1, Dr. Basil Ribeiro2

1Fisioterapeuta. Clínica Nova Physio, Lisboa; 2Medicina Desportiva. V N Gaia.

O Massachusetts General Hospital, de Boston, através do departamento de Medicina Desportiva / Ortopedia publica no seu site protocolos de tratamento e reabilitação de várias lesões que ocorrem no desporto, mas que também podem ocorrer no contexto laboral ou artístico. Naturalmente que são protocolos aconselhados e que não esgotam as opções apresentadas por outras instituições ou personalidades. O objetivo de os resumir neste texto é a partilha, a disputa do comentário e a aprendizagem.

A epicondilite do cotovelo (ténis elbow) é a primeira patologia a ser apresentada. É considerada uma patologia de sobrecarga crónica (overuse) dos tendões dos músculos extensores do punho e dos dedos, mas alguns autores definem-na como envolvendo apenas o tendão do curto extensor radial do carpo.1 Como no caso da modalidade do ténis, esta patologia ocorre em atividades que envolvem o agarrar (gripping), no qual os atletas menos experientes são mais afetados que os profissionais, ao contrário da tendinopatia medial.2 A posição em maior flexão do punho aquando do backhand stroke antes do contacto com a bola e a maior quantidade de contrações excêntricas dos músculos extensores têm sido as razões referidas.2 O estudo realizado em 4783 jogadores de ténis de vários níveis encontrou a prevalência da lesão em 1,3% dos jogadores finlandeses3, ao passo que em 500 jogadores com idades compreendidas entre 20 e 50 anos de idade foi igual a 14,1%.4A meta-análise realizada por Pluim et al com jogadores de ténis de todos os níveis, a incidência variou entre 0,04 e 3,0 lesões / 1000 horas de jogo5 e incidência global ao longo da carreira variou entre 35 e 51%.6 O diagnóstico é clínico e feito através da boa história clínica, exame físico7,8 e toda a historia laboral e desportiva deve ser analisada.8 As principais queixas incluem a dor (ou sensação de queimadura) na região do epicôndilo lateral do úmero, de irradiação frequente distal e proximalmente.7,8 As manobras resistidas (extensão do punho, do 3º dedo da mão e supinação do antebraço com o cotovelo em extensão) podem manifestar ou aumentar a intensidade da dor.8 Existem alguns testes a considerar aquando desta patologia, como o teste da cadeira, o de Cozen e o de Mill8, assim como a constatação da diminuição da força no gesto do aperto de mão.7,8

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