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INOVAÇÃO

A Utilização da Instrumentação Biomédica no Processo de Avaliação e Intervenção em Fisioterapia

RFD Nº06

A UTILIZAÇÃO DA INSTRUMENTAÇÃO BIOMÉDICA NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO EM FISIOTERAPIA

Prof. Doutor Luciano Maia Alves Ferreira · Prof. Doutor José João Baltazar Mendes · Prof. Doutor César Ferreira Amorim · Profª. Mestre Sofia Pinto · Prof. Robson Scoz

Laboratório de Avaliação Física e Funcional em Fisioterapia – LAFFFi
Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz – CiiEM
Grupo de Análise Física e Funcional Egas Moniz GAFFEM

Com os avanços tecnológicos do século XX, diversas áreas do conhecimento tiveram um crescimento exponencial e a área da saúde foi uma das mais favorecidas. Com a Segunda Guerra Mundial identificou-se a necessidade de criar e desenvolver áreas e saberes, como a Bioengenharia e Engenharia da Reabilitação, no sentido de colmatar sequelas físicas sofridas pelos combatentes e pelos civis.

A Engenharia Biomédica foi uma destas áreas e a Instrumentação Biomédica o seu ponto chave, tanto para a criação de equipamentos biomédicos que melhorariam as intervenções e cuidados aos utentes, quanto para a utilização de novos recursos de diagnóstico e monitorização.¹

A fisioterapia, por ser uma profissão relativamente recente, beneficiou com este crescimento, o que permitiu o desenvolvimento de conhecimento teórico e prático de novos recursos de tratamento, nomeadamente recursos físicos, como por exemplo a eletroterapia e mecanoterapia², aliados às técnicas especiais de tratamento e terapias manuais. Porém, no que diz respeito aos recursos de diagnóstico e de avaliação³, não tivemos esse mesmo crescimento, por um lado por nos concentrarmos muito na avaliação clínica convencional, por outro pela questão financeira ou falta de formação aplicada aos recursos tecnológicos existentes.

Outro fator foi a concentração de esforços para sua utilização primariamente em pesquisas académicas e em investigações científicas, realizadas nas instituições de ensino superior em cursos de licenciatura e pós-graduação (mestrado e doutoramento). Atualmente nota-se que essa tendência tem-se modificado. O aperfeiçoamento e a busca pelos melhores recursos para os nossos utentes vêm desenvolvendo um novo perfil de profissionais da fisioterapia, que aliam a prática clínica aos recursos tecnológicos e com utilização frequente de evidências científicas atuais e robustas.

Figura 1
Competências do Fisioterapeuta no Desporto (imagem adaptada)

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