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ARTIGO

A Disfunção Temporomandibular em Atletas

RFD Nº03

A DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR EM ATLETAS

Ft. Eliana Pereira

Fisioterapeuta. Fisiotorres, Centro Clínico e de Fisioterapia em Torres Vedras.

INTRODUÇÃO

A disfunção temporomandibular (DTM) é um termo abrangente que agrupa sinais e sintomas relacionados com dor e disfunção da musculatura mastigatória da articulação temporomandibular (ATM) e das estruturas envolventes, como o crânio e a coluna cervical.1 Esta é a principal causa de dor orofacial em todo o mundo.2

A DTM é caracterizada por sinais clínicos de dor ou alteração da função da articulação.3 Utentes com DTM apresentam como principal sintoma a dor de cabeça, na mandíbula e/ou na face, assimetria nos movimentos da mandíbula e crepitação ou estalidos.4

A incidência e a prevalência da DTM em diferentes grupos populacionais têm sido alvo de um grande número de estudos epidemiológicos.4 A DTM contempla uma ampla variedade de condições clínicas, pelo que o diagnóstico é por vezes ambíguo. Deste modo, os dados da incidência e da prevalência são muito variados nos vários estudos e existam evidências de que a prevalência de DTM tenha aumentado nos últimos anos.5

De facto, sabe-se que 90% da população sofre pelo menos uma vez ao longo da sua vida de DTM, que afeta especialmente mulheres entre os 20 e os 40 anos de idade.3 Uma revisão sistemática e meta-análise em 2021 concluíram que a prevalência de DTM foi de 31% nos adultos e 11% em crianças e adolescentes.5 Existe uma variação na prevalência entre estudos, em que 10% a 15% dos adultos sofrem de DTM, mas apenas 5% procuram tratamento.1 Existe ainda evidência que refere que os sintomas relacionados com DTM estão presentes em até 50% das pessoas na vida adulta.5

Em idade fértil, a DTM é duas vezes superior em mulheres do que em homens.1 Estudos indicam que este facto pode dever-se a questões hormonais, nomeadamente à presença de estrogénio. Como fator predisponente e de risco importante para o desenvolvimento de DTM em mulheres, este mesmo estudo refere a terapia com estrogénio (método contracetivo oral, por exemplo).6

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