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ARTIGO

Compressão Pneumática Intermitente: Uma Estratégia de Recuperação Desportiva? Os Pontos-Chave

RFD Nº08

COMPRESSÃO PNEUMÁTICA INTERMITENTE: UMA ESTRATÉGIA DE RECUPERAÇÃO DESPORTIVA? OS PONTOS-CHAVE

Filipe Maia1 · Cátia Saavedra2 · Paulo Santiago3 · Fábio Yuzo Nakamura4 · João Ribeiro4,5

1Estudante Doutoramento e Investigador – CIDESD, Universidade da Maia, Maia; 2Fisioterapeuta – Sausport, S. Mamede de Infesta; 3Docente – UMAIA e IPMAIA e Investigador N2i, Maia; 4Docente – UMAIA, Maia; 5Fisiologista – Gabinete de Otimização Desportiva (GOD) SC Braga SAD, Braga, Portugal

RESUMO

A compressão pneumática intermitente (CPI) é uma tecnologia inovadora na área da recuperação desportiva que consiste na aplicação de pressão de forma sistemática e cíclica, tipicamente sobre os membros inferiores. Este artigo desenvolve uma síntese sobre a temática, dirigindo-a ao contexto prático, mensurando os efeitos da CPI enquanto estratégia prática de recuperação, em população adulta saudável e atlética. Dos 14 estudos incluídos (248 participantes), extrapola-se que a CPI traga benefícios fundamentalmente ao nível das medidas subjetivas. Além disso, protocolos de 20 a 30 minutos e pressões de 70 a 90mmHg parecem representar o protocolo ótimo para recorrer a estes equipamentos.

PALAVRAS-CHAVE / KEYWORDS

Desporto, competição, fadiga, performance
Sports, competition, fatigue, performance

ABSTRACT

Intermittent Pneumatic Compression (IPC) is an innovative technology on sports recovery, in which typically the lower limbs are subjected to cyclic and systematic pressure. This article provides a synthesis around the thematic, driving it to the practical context, measuring the effects of IPC as a practical recovery strategy across athletic and healthy adults. From the 14 included studies (248 participants), we extrapolate that IPC addresses benefits mainly for subjective measures. Moreover, protocols ranging from 20 to 30 minutes and pressures of 70 to 90mmHg appear to represent the ideal protocol to recover using these devices.

INTRODUÇÃO

O desporto competitivo tem, ao longo dos últimos anos, vindo a sofrer um aumento na intensidade global e a diferença entre ganhar ou perder nunca foi tão ténue.1 Além disso, é observável que em desportos, como o futebol profissional a densidade competitiva tem aumentado2, promovendo estados de fadiga agravados através da redução dos períodos de recuperação, ou em desportos como atletismo ou natação, onde as diferenças em competições se prendem em frações de segundo.  Assim, a busca por pequenos detalhes que possam ser traduzidos em potenciais ganhos nunca fez tanto sentido, tornando o processo de recuperação desportiva potencialmente decisivo no que respeita ao resultado final do evento competitivo.

O processo de recuperação pode ser subdividido em quatro grandes grupos: nutrição e hidratação, higiene do sono, fatores psicológicos e estratégias de recuperação. Dentre as técnicas de recuperação que vêm emergindo, a compressão pneumática intermitente (CPI) ganhou popularidade nos últimos anos na área desportiva, tratando-se de um método inovador,  percebido como eficaz e regularmente usado por atletas (figura 1).3 Composto por duas mangas que aplicam pressão de forma cíclica, tipicamente sobre os membros inferiores, a CPI é comumente utilizada na área médica para tratar linfedemas e úlceras nos membros inferiores, assim como prevenir tromboses venosas profundas e abrandamentos ou paragens no normal fluxo sanguíneo.4  Apesar do seu uso ser consensual na área médica, o seu histórico recente no mundo desportivo torna-a um método controverso. Tal deve-se a fatores de várias ordens:5

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